DAS PÁGINAS AUSENTES AOS FUTUROS POSSÍVEIS

LITERATURA NEGRA, ACERVOS ESCOLARES E A EMERGÊNCIA AFROFUTURISTA COMO PROJETO DE MUNDO

Autores

  • Bianca de Assis Pirahy

Palavras-chave:

Acervos literários, Afrofuturismo, Literatura negra, Relações étnico-raciais

Resumo

Este artigo discute a literatura no contexto escolar como território de disputas políticas e simbólicas, destacando o papel dos acervos literários na construção de imaginários sociais e na legitimação de narrativas. Com base nas análises de Domingues e Klayn (2022) sobre o PNLD Literário 2020 e de Araújo (2018) acerca das relações étnico-raciais na Literatura Infantil e Juvenil, evidencia-se que a diversidade nos acervos ainda é frágil, marcada pela permanência do cânone eurocentrado e por representações negras frequentemente estereotipadas ou secundarizadas. Nesse cenário, propõe-se o afrofuturismo como ferramenta pedagógica e literária capaz de ampliar repertórios, fortalecer o protagonismo negro e contribuir para práticas educativas decoloniais em consonância com a Lei nº 10.639/03. Defende-se, por fim, que a escola deve assumir o acervo como curadoria do futuro, garantindo não apenas inclusão, mas complexidade e potência às narrativas negras.

Biografia do Autor

  • Bianca de Assis Pirahy

    Licenciada em Letras e estudante de Pedagogia pelo Instituto Federal de São Paulo (IFSP). Ativista pela educação de qualidade por intermédio da EDUCAFRO, atuando na promoção da inclusão de jovens negros em universidades públicas. Professora da rede pública do Estado de São Paulo e da rede privada de ensino, pesquisadora na área de Educação e Relações Étnico-Raciais, colunista e revisora da Revista Primeira Evolução. Bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), com experiência em estágios supervisionados em escolas públicas de educação básica, desenvolvendo atividades pedagógicas voltadas à formação docente e à prática inclusiva.

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Publicado

28.02.2026