OLHA O QUE HÁ DO OUTRO LADO DA TELINHA...
A PRIMEIRA INFÂNCIA E AS ANIMAÇÕES À LUZ DE PIAGET
DOI:
https://doi.org/10.52078/2675-2573.rpe.61.2025.art.800Palavras-chave:
Cultura audiovisual, Desenvolvimento cognitivo, Jean Piaget, Jogos simbólicos, Primeira infânciaResumo
Este artigo analisa o estágio pré-operatório descrito por Jean Piaget, compreendido entre os dois e sete anos de idade, à luz das produções audiovisuais contemporâneas voltadas à infância. O estudo parte da problemática sobre como os desenhos animados e demais produções visuais influenciam os jogos simbólicos e os processos de imitação e imaginação na primeira infância. Justifica-se pela necessidade de compreender de que modo o contato com narrativas midiáticas pode potencializar ou alterar o desenvolvimento cognitivo, afetivo e simbólico da criança, sem reduzir a experiência educativa à passividade diante da tela. O objetivo consiste em refletir sobre as animações como extensões das experiências sensoriais e cognitivas, considerando exemplos como Bloop e Loop e Backyardigans, em diálogo com a teoria piagetiana e alguns autores do campo da comunicação. A hipótese sustentada é a de que o audiovisual, quando inserido em contextos mediados e reflexivos, amplia o repertório simbólico da criança, contribuindo para o desenvolvimento da linguagem, da socialização e da criação. Conclui-se que as produções audiovisuais, se compreendidas como instrumentos de “extensão de experiências”, podem favorecer aprendizagens significativas, ao promover o encontro entre imaginação, corpo e pensamento, fortalecendo o processo de humanização e a constituição do sujeito-criança em sua plenitude sensível e criativa.
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