DOCÊNCIA E RACISMO ESTRUTURAL
A EXPERIÊNCIA AUTOETNOGRÁFICA E INTERSECCIONAL DA PROFESSORA NEGRA NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA
DOI:
https://doi.org/10.52078/2675-2573.rpe.61.2025.art.788Palavras-chave:
Antirracismo, Educação, Mulher Negra, Racismo EstruturalResumo
Este artigo adota a autoetnografia como método de investigação crítica para analisar a persistência do racismo estrutural no contexto educacional brasileiro, com foco na experiência da mulher negra na docência. Articulando minhas vivências pessoais com o referencial teórico de autoras negras como Bell Hooks (1994), Lélia Gonzalez (1988), Neusa Santos Souza (1983) e Bárbara Carine (2021), o estudo busca compreender como a invisibilidade, a solidão institucional e os estereótipos raciais impactam nossa trajetória profissional e bem-estar. A análise revela que a docência negra é um ato contínuo de resistência, que exige a desmontagem diária de estruturas de privilégio. Conclui-se que a superação do racismo na educação exige não apenas políticas de equidade, mas o reconhecimento das experiências das professoras negras como saberes legítimos e a adoção de uma Pedagogia do Cuidado
Radical – onde ensinar, para nós, é um ato de coragem, de amor e de afirmação da vida.
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