QUALIDADE DO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM NO SISTEMA EDUCATIVO EM ANGOLA
Palavras-chave:
Alfabetização, Aprendizagens, ensino, Inclusão escolar, transição automáticaResumo
Este artigo propõe-se a compreender os fundamentos político-pedagógicos da transição automática nas classes iniciais dos ciclos de ensino-aprendizagem no ensino primário diante de uma tendência social que parece imputar o fraco aprendizado dos alunos, principalmente neste nível, a implementação da transição automática nas classes iniciais de cada ciclo a partir da segunda reforma educativa. Através do aporte bibliográfico, pode-se perceber que a organização do ensino-avaliação-aprendizagem em ciclos responde à necessidade de instauração de um sistema educativo mais inclusivo, seja como garantia ao acesso à educação, mas também como forma de garantir o direito à aprendizagem para todos a partir de um sistema de avaliação centrado na aprendizagem e capaz de respeitar o ritmo de crescimento de cada um tal como defendido nas teorias socio-construtivistas assumidas no contexto didáctico-pedagógico angolano a partir da última reforma educativa. Assim, renunciar a transição automática no ensino primário indicía uma resistência às mudanças necessárias nos procedimentos didáctico-pedagógicos para que se garanta a construção das aprendizagens significativas. Isto constituí um recuo do sistema educativo diante dos avanços pelo menos ao nível das concepções políticas e teóricas do acto educativo escolarizado no contexto angolano.
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